+ Entrevista de Miley para o “The New York Times”
Posted on: 28 Dezembro, 2013 by aiav Filed Under: Entrevistas Comentários: Nenhum comentário

O site The New York Times publicou uma entrevista onde Miley Cyrus fala sobre a sua carreira, drogas e muito mais.

Podem ler a entrevista traduzida abaixo:

Em 2013, Miley Cyrus abanou a sua língua e pôs línguas a abanar. Graças a uma mão cheia de vídeos quentes, algumas escolhas de fatos escandalosas e uma erótica e cómica atuação nos MTV Video Music Awards, Sr.ª Cyrus alterou o caminho de ex-estrela infantil (como a Hannah Montana do Disney Channel) para criança terrível do pop. O seu álbum, Bangerz – pelo qual ela vai começar a sua digressão em Fevereiro – foi notável pela sua atitude de correr riscos num ano em que a sua competição foi frustrantemente leve.

Numa recente manhã, ela esteve no Four Seasons em Nova Iorque após um fim-de-semana instável no qual ela perdeu um concerto em Boston por causa do tempo, e depois teve problemas com a sua voz- Mas mesmo a uma hora mais cedo, ela estava focada e muito consciente, brincando sobre ter um bocado de Bailey no seu café. Estes são excertos da conversa.

P. Fiquei impressionado com o teu documentário da MTV “Miley: The Movement” sobre o quão importante era a tua atuação nos VMAs.

R. Mas eu não sabia que ia ser só eu a levar ao extremo. É, na verdade, muito engraçado como as pessoas viram a minha atuação e acharam que era sexista e que degradava as mulheres, racista, o que eu nem consegui perceber. Porque eu fiquei tipo: “Como é que eu ganho? Se tenho dançarinas brancas, sou racista. Se tenho dançarinas negras, sou racista.” Nós sabemos que não somos racistas, e eu sei que não estou a rebaixar as mulheres. As pessoas dizem que eu era uma feminista, mas eu sou. Estou a dizer às mulheres para serem o que querem.

As pessoas trouxeram-te estes assuntos ao longo deste ano, a tua opinião sobre a raça mudou?

Não, nunca vou deixar que isso me mude. A minha avó, que está viva, viveu numa altura em que ela pensava que nunca haveria um presidente negro. Quero dizer, nunca. E a minha avó nem sequer tem 80 anos, por isso este é um pequeno período de tempo onde as coisas mudaram imenso. Eu pensei nisso quando o Nelson Mandela morreu, porque eu não consigo imaginar viver nesta vida e ver o quanto mudou. Por isso, tu sabes, eu fico à espera de quando eu for mais velha, os meus filhos digam, “O que queres dizer que falaram da cor das tuas dançarinas?”

Tu obviamente sabes que a tua marca principal nos últimos seis meses é os VMAs ou os teus vídeos.

As pessoas passaram de pensar que eu era, tipo, um bebé para pensarem que eu sou esta tarada sexual que gosta de drogas e faz ‘linhas’ todo o dia. É tipo, “Nunca ouviram de rock ‘n’ roll?” Há uma cena de sexo em todos os filmes, e eles dize, “Bem, é uma personagem.” Bem, é uma personagem. Eu não me visto como um urso, e não faço twerk no Robin Thicke, sabes?

Ontem à noite, eu estava a falar das atuações da Madonna, e eu disse, “Em algum ponto, tudo se torna irrelevante.” Tipo, ninguém pensa em quando ela fez “Like a Virgin” nos VMAs. Acho que fica um padrão, onde dizem, “Oh, é a cena dela,” Por isso, eu sinto que aquilo que eu fiz nos VMAs tornou-se no meu padrão e agora em tudo o que faço eles dizem, “Miley foi calma esta noite.”

Vês muito o que as outras estrelas pop estão a fazer?

Eu vejo todos os vídeos de toda a gente, ao ponto em que fico obcecada, vejo todos os singles e o que vestem e o que estão a fazer. Antes, porque eu não tinha a minha pessoa ainda, era difícil ver essas coisas. Eu ficava tão invejosa por causa do que os outros podiam fazer, porque eu não podia ser fiel a mim própria. Mas agora eu apercebo-me que eles não estão a ser eles próprios também. Não precisas de estar num contrato com o Disney Channel para estares numa caixa, ou para seres classificado como “para menores”. Estou com uns artistas às vezes, e eu tiro uma fotografia com eles ou outra coisa. Eles fazem-me apagá-la.

Não estás a falar a sério.

Sim, é louco. Eu faço com que tirem fotos comigos e eles ficam “Tens que apagar isso!” eu tinha que fazer isso quando tinha 14 ou 15, mas mesmo nessa altura eu não queria saber. Tipo, se alguém me estivesse a filmar a fumar num cachimbo, eu não queria saber, era engraçado para mim. Eu fico: “Meu, tens 30 anos. Tipo, porque é que ninguém pode ver uma foto das tuas [mamas]?”

Eu não tenho um grande grupo de amigos famosos, porque eu sinto que eles têm medo da associação. Isto é terrível. Eu estava nos bastidores com a Ariana Grande. Eu digo, “Sais comigo agora e tiras esta foto, e isto vai ser a melhor coisa que te vai acontecer, porque só te associares a mim faz-te ser menos doce.”

É mais exposto.

Exatamente. Ela está a tentar. Eu vejo-a a usar coisas mais curtas. Ela entra e diz, “Isto fez-me sentir como tu.” E eu fico, “Isso era tipo o meu vestido do baile do sexto ano.” Ela, eu acho que, ainda está na Nickelodeon. Ela tem pessoas a quem deve esse respeito.

Ela tem contratos.

E tem que responder a isso, exatamente. As coisas saíram – tipo, sabes, os vídeos do cachimbo – quando estava na Disney. Mas eu nunca quis fazer isso à Disney. Quando eu já não era empregada de ninguém foi quando eu disse, “Ok, eu vou fazer o que eu quero.” Mas eu esperei até eu senti que tinha acabado respeitosamente o que eu estava a fazer, sabes?

Como te sentiste quando o Joe Jonas disse que tu e a Demi Lovato o apresentaram à droga?

Se queres fumar erva, vais fumar erva. Não há nada que duas pequenas raparigas te vão obrigar a fazer se não queres fazer. Eu pensei que ele disse isso para parecer um durão.

É o oposto.

Nós éramos tão novas que foi tipo, “Como te sentiste pressionado por mim?”

É verdade que tiveste a tua capa na Vogue cancelada por causa dos VMAs?

Não posso dizer muito. Mas foi uma coisa em que eu tive que fazer uma troca, e eu não estava disposta a isso. Agora, eu fazer alguma dessas capas tipo, para a Seventeen ou Teen Vogue ou qualquer coisa, da maneira que eu falo não é a maneira que as pessoas de 17 anos compreendem. Havia uma coisa que o Kurt Cobain disse, “Há um lugar especial no inferno para as pessoas que glamorizam as drogas,” e eu não quero ser essa pessoa, tipo, a falar para alguém de 16 ou 17 anos e dizer, “Fuma erva.” eu tenho uma irmã mais nova. Não quero que ela fume erva, e não é porque acho que é mau, mas -

Quando ela tiver idade suficiente para fazer essa escolha.

Exato, ela vai fazer essa escolha. Ou mesmo, na minha linguagem. Não sei como não falar da maneira que eu falo. Eu prefiro ser 100% honesta. Eu só quero ser quem sou.

Todas as gerações têm o pânico moral, e acontece que foste tu este ano e daqui a dois anos vai ser outra pessoa.

Exatamente. Mesmo quando eu ouço isso – que alguém, daqui a dois anos, vai ser o novo provocador – tipo, mal posso esperar para colaborar com esse alguém, sabes? Estou tipo, vou nessa onda.

Fonte | Tradução: MileyForeverFans






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