+ Photoshoot + entrevista de Miley para a HungerTV
Posted on: 07 Outubro, 2013 by aiav Filed Under: Entrevistas, Fotos, Photoshoots Comentários: Nenhum comentário

Miley cedeu uma entrevista ao HungerTV, onde falou sobre vários assuntos, e também fez uma sessão fotográfica.

Podem ler a entrevista traduzida e ver as fotos da shoot abaixo:

O seu álbum Bangerz era um dos lançamentos mais antecipados do ano e o seu último vídeo, “Wrecking Ball” quebrou o recorde de mais visualizações em 24 horas do YouTube, por isso é seguro dizer que Miley está em alta agora.

Começando com a doce personagem de TV, Hannah Montana, quando tinha apenas 13 anos, a Miley cresceu num palco mundial e deixou o público entrar na sua vida desde então, trazendo controvérsia desde nova – desde que seja numa forma de sessão fotográfica quase nua com um lençol por Annie Leibovitz aos 15 anos ou fazer twerk provocativamente com Robin Thicke nos VMAs neste Agosto. Mas a constante? A fascinação do público com a jovem de Nashville nunca parou. Mas porquê?

Quando Miley entrou no escritório do Hunger, a usar botas até aos joelhos de couro, uma camisa axadrezada com os lábios vermelhos, a fumar cigarros e a rir-se animadamente, eu admito, estava duvidoso. Certamente ela era outra criança a pedir atenção com um ego maior que a sua equipa e com uma máquina atrás dela para rivalizar o tamanho de um país pequeno?

Durante a sessão fotográfica, Miley foi calorosa, amigável e muito fácil de lidar (“claro, eu visto isso, o que achares que é melhor, e posso ficar com o teu número para irmos fazer compras quando eu estiver aqui?”) e uma visão mais aberta do que muitos dos seus cuidados, ao longo da mídia homólogos treinados que expressam zero opiniões e agem como se tivessem acabado de passar por uma lobotomia em entrevistas. E há mais alguma coisa que me surpreendeu? A Miley é muito experiente. Muitos ponderam se a estrela é um fantoche bem vestido (ou pouco vestido) da indústria, mas Miley sabe exatamente o que está a fazer, e segundo ela, tem que convencer muitas vezes a sua agência para fazerem as suas ideias mais loucas. E é ela que se lembra da sua imagem pública e as atuações e ela sabe que vai chocar as pessoas, vai fazê-las falar, que vai aumentar a venda de álbuns. Uma fórmula inteligente, e obviamente, está a trabalhar. Aqui Miley diz-nos que vai ser a última a rir.

O teu novo álbum, Bangerz, foi lançado hoje – como é que este álbum é uma progressão lírica e musicalmente?

Eu acho que muito disto é visual. As pessoas estão tão obcecadas com aquilo que estou a fazer visualmente e eu acho que as pessoas querem ouvir mais do que “Can’t Stop” ou “Wrecking Ball” para eles conseguirem ter uma visão maior do que estou a fazer. Porque agora eu sou a única no mundo que ouviu a música toda e por isso eu tento explicar às pessoas que o que estou a fazer é diferente e que tipo de som é mas é algo que não se consegue descrever. Eu acho que as pessoas têm que ouvir isso pela primeira vez, não posso esperar.

Quando divulgaste a tua tracklist nós notámos que há uma música com a Britney.

Eu acho que West Hollywood explodiu, todas as áreas gay no mundo explodiram purpurina cor-de-rosa.

Como é trabalhar com ela?

Ela é fantástica. Numa embalagem do álbum eu sei que já ninguém dá posters e autocolantes. Foi importante para mim dar um postar, para dar autocolantes e prendas porque eu quando era mais nova eu comprei o meu primeiro cd que era da Britney Spears e eu queria o poster dela. Eu acho que ela representou um tempo onde as pessoas tinham uma diferente ligação com os fãs, não só sobre o Twitter e isto tudo mas acho que era sobre ir e comprar um álbum e e todos os álbuns da Britney que eu fui comprar e há algo diferente em segurar o álbum e estar entusiasmado em ver o que está dentro. Ela é como um ícone de uma maneira por isso eu queria trazê-la a essa altura, e eu só lhe dizia, “Britney, tu não te apercebes do quão fixe [és]. As pessoas dizem que eu represento a infância deles, para mim tu representas a minha infância inteira, tipo tu eras a banda sonora da minha vida.” E eu queria que ela se apercebesse do quão fixe é agora e que é uma lenda viva. Sabes quando tens 30 anos e não te apercebes do que és, eu quero que ela se aperceba “Sou a Britney Spears”. Por isso eu queria celebrar isso na música, eu queria que fosse tipo isto é a Britney, nem é tão sobre ela cantar, mas sim a sua voz. Ela tem uma daquelas vozes que assim que ela abre a boca tu sabes que é a Britney Spears e eu queria que fosse sobre isso.

Toda a gente está obcecada contigo agora. É difícil quando as pessoas estão a pesquisar sobre o teu trabalho e saber coisas sobre a tua vida pessoal – por exemplo, tipo “Wrecking Ball”?

Sim, chateia-me um bocado mas eu estive dois anos onde eu só me escondia no estúdio e não trabalhava, não fazia nada. Eu só me sentava com os meus amigos e não fazia um c*ralho, por isso agora eu sinto que tem que ser assim. Eu sou ou zero ou um milhão, não há meios, eu sou tão quente ou fria. Por isso ou eu tenho que fazer com que seja tudo sobre a música e não ter mais nada que importe ou tudo o resto importa e a minha carreira não é importante. Eu tenho que escolher qual é o meu momento e eu acho que é bom quando se pode desligar, é muito para equilibrar a vida real e isto.

Agora tem que ser o tempo de ir. Não fazes pausa quando um foguetão está a ser lançado, não dizes “esperem eu tenho que ir fumar com os meus amigos” sabes que tens que ir, é o teu tempo. E, eu saliento isso e lembro-me que este é o meu tempo. É difícil agora que tenho que me puxar. Uma vez que a música está cá fora é mais inspirador porque eu vou poder atuar mais, onde as pessoas cantam também as músicas. Agora é tentar descrever isso e eu não sei como.

Isso faz-te ser mais resguardada ou pensar “talvez eu deixe isto para mim” ou és tipo “que seja, eu vou pôr tudo cá fora?”

Eu sou um bocado… não sou resguardada, mas sinto que muitas pessoas acham que eles merecem a sua vida privada mas eu não. Eu acho que dou tanto como artista, eu quero que as pessoas se foquem nisso. Não é falar sobre a minha vida pessoal quando as pessoas falam sobre os VMAs ou sobre os meus vídeos, isso é o que faço enquanto trabalho e quero que as pessoas falem sobre isso porque vai mantê-las a falar.

Como é sentir-se como, basicamente, a mulher mais famosa do mundo agora?

É uma sensação fixe. Só porque, como eu disse, eu estive dois anos sem fazerr nada e eu não estava a trabalhar. Então agora parece que todo o trabalho no estúdio foi pago. Eu tive tantas vezes em que eu tinha de dizer “Ei, apenas confiem em mim, eu estou a dizer-te que com este vídeo de ‘We Can’t Stop’, isto vai fazer com que as pessoas o vejam” ou com ‘Wrecking Ball’ a dizer: “isto vai fazer com que as pessoas enlouqueçam.” E uma vez que eu fiz “We Can’t Stop”, foi quando as pessoas realmente começaram a confiar em mim. Na primeira vez no papel o video parecia louco, ninguém entendia isso e eu dizia, “deixei-me filmar isso e se não der certo, não precisam de confiar em mim nunca mais, mas se der certo têm que me deixar navegar o navio, sabem que estou no caminho certo.” E eles ligaram-me e eles disseram “Ei, estás no caminho certo!”
Sabes, eu e Rankin estávamos a falar sobre isto. Com revistas, com filmes, é sempre estranho quando as coisas são feitas para pessoas jovens que ainda são comandados por pessoas que são 40 anos mais velhos, por exemplo. Não pode ser assim tipo um homem de 70 anos judeu não poder deixar a sua mesa todos os dias, a dizer que músicas podem ouvir. Eu vou sair, eu sei o que eles querem ouvir. Eu sei que que quando estás numa discoteca, e que fazes todo a gente ficar louca e quando é a hora em que toda a gente fica “tudo bem eu vou beber uma bebida”. E eu sei quando as pessoas vão até à pista de dança e eu sei o que os leva a isso. Então eu tinha que ser a única a fazê-lo, porque não é apenas sobre o que os jovens de 20 anos de idade estão a fazer.

Falando no vídeo de “Wrecking Ball”, tu e o Terry Richardson parecem um par perfeito.

É ridículo, é como eu me sinto em relação a Rankin agora. Eu fiquei tipo “isto é um jogo perfeito, isto é tudo.”

De quem foi a ideia de “Wrecking Ball”? Tiveste muito controlo criativo?

Sim, eu fui ter com o Terry e disse que queria criar algo como o “Nothing Compares To You” da Sinead O’Connor. Eu disse que muitas pessoas tentaram recriar aquilo, muitas pessoas tentaram chegar à emoção mas há algo da maneira de como ele o fez. Tinha que ser de uma maneira diferente, tinha que ser real. Não pode ser alguém a deixar cair lágrimas falsas enquanto estás a tentar ser bonita nele mas era só preciso ser bonito. Há algo obviamente sexual sobre isso mas não é o tema principal do vídeo, é sobre a emoção, é um vídeo emocional mas as pessoas só olham para a sexualidade porque não tentam ver tudo.

Querias ser chocante?

Eu fiquei surpresa porque as pessoas ainda estão chocadas, estou orgulhosa pela tática ainda estar a funcionar, eu esperava que a algum ponto as pessoas não ficassem chocadas.D

Gostas de chocar pessoas?

Bem, não podia ser o mesmo choque de “Can’t Stop” tinha que ser tipo, “Woah eu não esperava isto do Terry Richardson, eu não esperava isto tudo.” Tem que ser o pacote todo porque podes falar tudo sobre a sexualidade mas tens uma referência que é o Terry. Tens que respeitar o facto de que é arte, tens que respeitar o facto de quando vês o vídeo faz te sentir e ficas engasgado nalguns pontos.

O estilo é outra coisa que te envolveu. O teu estilo tem evoluído desde Hannah Montana até agora, qual é o teu visual agora?

Eu trabalho muito com Marc Jacobs. Ele trouxe  a moda quando eu tinha 16 anos, que foi quando eu comecei a estar perto dele e apenas a aprender com ele. Ele inspira-me com algumas das suas peças, e agora eu sinto que é apenas ter as pessoas certas ao seu redor.
Algo de novo como o vídeo de Wrecking Ball ou We Can’t Stop, há partes que são naturalmente, para um público maduro, mas há algo de imaturo sobre isso, porque o partido é tão ridículo, ele sempre tem que ter um ying e um yang para ele. Isso é o mesmo que Wrecking Ball. Tem que ser sexy e forte e é isso o que eu sinto com a moda, eu sinto que Marc faz isso tão bem. Há definitivamente algo surpreendente sobre ser tão senhora como ainda ser tão punk e que é uma espécie de mais do que eu sou, mesmo que eu estou a usar coisas que não são. Eu gosto de ter essa sensação punk, mesmo que seja como Loubotin. Sabes quais são os estilistas certos que sabem misturar. Quando eu estava em Paris a trabalhar com a Kenzo, havia algo que eles não fazem muito bem lá também. Como a moda e tudo mais, ela não precisa de ser tão séria. As pessoas levam isso muito a sério, que é suposto ser a auto-expressão e como queres que as pessoas te vejam. Eu li que 80% do que as pessoas pensam sobre ti é feito a partir dos primeiros segundos que elas te conhecem e olhas para elas e dizes “eles são competentes, é isso mesmo”. E para mim se há pessoas a olhar nos primeiros 30 segundos, eles irão pensar que sabem quem eu sou, por isso eu quero que essas pessoas peguem em tudo e eu quero que tudo seja representado pelo que sou.

As pessoas têm te criticado e dizem que não és um bom modelo a seguir mas ainda estás a ter tantos artigos escritos sobre ti, estás a rir por último?

Sim. Quero dizer que eu penso sempre assim. É como um vendedor, sabes que é “esta m*rda não tira as rugas mas se eu te vender bem, as pessoas vão comprar” e eu acho que e o mesmo para mim. Ao fim do dia as pessoas querem comprar os meus álbuns, não é sobre pensar na atuação dos VMAs ou sobre os vídeos. Eu quero que as pessoas queiram ouvir as minhas músicas e quanto mais eles pensarem sobre o que estou a fazer, mais eles vão querer ouvir o meu álbum.

Há muito escrito sobre ti mas o que queres dizer ao mundo – vindo da Miley?

Comprem o raio do meu álbum… agora.

E por último, fazes 21 anos em Novembro, o que vais fazer para a tua festa?

Talvez ir viajar; eu tenho que ir a algum sítio simpático. Eu nunca tenho férias por isso vou tentar marcar umas férias. Eu vou hibernar no meu 21º aniversário, isso vai chocar as pessoas!

Fonte | Tradução: MileyForeverFans






Comenta

Comment: