+ Entrevista para a revista YOU
Posted on: 07 Outubro, 2013 by aiav Filed Under: Entrevistas, Revistas Comentários: Nenhum comentário

A Miley está na capa da revista YOU e cedeu uma entrevista para a revista.

Confere a entrevista:

OMG, Miley! A língua, o twerk, a roupa interior de latex, o vídeo nua! Por onde começar? Miley Cyrus, a estrela mais pesquisada no Google em toda a internet, está sentada à minha frente num sofá de couro a usar Loubotin compridos, um relógio preto com detalhes de tartan e uma pele de rapousa sintética azul-bebé. De olhos abertos, pele clara e lábios vermelhos, a cantora de 20 anos está fantástica, mesmo com a sua tatuagem na orelha e com a pequena pistola de ouro misturada com os colares no seu pescoço.

Mas eu tenho que começar em algum lado, então eu começo com o cabelo. “Miley!“, eu choro. “Porque é que fizeste isso com o teu querido cabelo de Hannah Montana? O que a tua mãe disse? Ela deve ter ficado furiosa; Quero dizer, não sou a tua mãe e estou zangada.“

“Ha, ha. É, quando eu cortei minha mãe ficou chocada no início – Tipo, ela tem aquele cabelo loiro comprido e tudo isso – mas agora ela ama o meu cabelo e não me vê de outra forma,” diz Miley.

“Eu estou a tentar libertar-me do estereótipo cabelo comprido e do grande peito que as mulheres acham que têm que obedecer. Tipo assim, as pessoas não vivem em 1950 – cabelo curto é ok. Será que as pessoas têm uma imaginação tão pequena? Todas as manhãs eu vejo-me ao espelho e sinto-me como uma tela em branco e escolho quem eu quero ser. Num emprego normal, tens que viver de acordo com as regras de alguém, mas eu estou num emprego onde o meu trabalho é divertir-me e eu não tenho que fingir ser algo que não sou.“

Antes que ela continue com as suas teorias de porque Miley saiu dos trilhos ou porque ela está a apoiar o poder feminino, vamos fazer um resumo. Numa antiga encarnação, Miley nasceu em Nashville, foi uma princesinha da Disney com a sua própria série. Aos 13 anos ela fazia uma vida dupla, uma rapariga comum do Sul e com os pés no chão de dia e a grande Hannah Montana à noite. O seu pai da vida real, o cantor country Billy Ray “Achy Break Heart” Cyrus, estava no elenco como pai na série, que foi estimado com 200 milhões de espectadores. O desdobramento do sucesso da série foi imenso: de bonecas a edredões, jóias, Hannah Montana foi o maior projeto para as meninas em todos os lugares.

Mas todas as raparigas crescem. E como. Tendo tantos recordes como a sua personagem na TV, mesmo depois da série ter acabado em 2011. Miley estabeleceu-se como uma artista extraordinária. Em 2012, ela tirou as extensões, simbolicamente, deixou o passado. A meio do ano ela lançou o vídeo de “We Can’t Stop”, que é um vídeo sexualmente provocativo onde ela rebola na cama, beija uma boneca e “balança como se estivesse num clube de strip”.

E nos MTV Video Music Awards deste ano em Nova Iorque ela fez uma performance controversa com Robin Thicke onde usou uma roupa interior de latex, “twerkou” e fez coisas que não podemos mencionar com um dedo de espuma. A plateia ficou confusa. As mídias sociais ficaram loucas. A foto de capa da Vogue foi, aparentemente, tirada por causa da vulgaridade de Miley.

Existem inúmeras teorias do porquê ela estar a fazer uma Britney “trash”. Sem ordem particular: ela virou lésbica, ela está a fazer uma rebelião contra as restrições da Disney na sua infância, ela está a usar drogas, ela está a ter um colapso nervoso. Mas Miley apenas ri quando eu digo que ela foi do Reino Unido e além com essa performance. “Ei, eu achei que os britânicos fossem só sobre cerveja e liberdade de expressão!” diz Miley com o seu sotaque do Tennessee. “As pessoas tentam pensar numa razão para todas as atitudes e às vezes não existe uma. Os meus fãs amam o facto de que tudo o que eu faço é minha escolha. É o meu corpo. Eu quero ser memorável e os meus fãs também – Eu estou apenas a viveraa, apenas a ser.“

Mas Miley, se querias ser como uma artista adulta, porque é que usaste o dedo de espuma tão sugestivamente? Porque não uma balada poderosa, talvez até um dueto com Andrea Bocelli – ou ainda melhor, aqueles rapazes dos Il Divo? Na verdade, eu suspeito que ela deve devorar Il Divo ao pequeno-almoço. “Tudo o que eu fiz foi o que eu senti no momento,” ela diz com uma convicção estável. “Tens que ter confiança sendo uma pessoa do entretenimento e eu acredito – eu sei – que ninguém consegue ser uma versão melhor de mim além de eu mesma. Claro, eu poderia ter usado um vestido e ter algumas fotos lindas de mim, mas onde está a honestidade? No meu vídeo de “Wrecking Ball” eu estou nua, vúlneravel e a chorar porque a música é sobre como te sentes quando tudo à tua volta está destruído.“

Aparecer nua não foi uma grande coisa, ela diz. “Eu tenho muita confiança ao ficar nua“, ela diz (e também afirma que seria algo confiante demais para o photoshoot da YOU), “Eu acho que tirar toda a roupa é algo que expressa uma pura emoção.” Extraordinariamente, Miley é o tipo de artista que tem que ser convencida a esconder os seus seios do que ao contrário. Mas enquanto ficar nua pode representar a honestidade crua, é também o último ato de “olhem para mim” e de sexualidade. A sua presença nos VMAs foi, em senso comum, uma adulação digna; Mas o ponto é, Miley não se importa. E quando se é jovem, rica, linda e com um novo Maserati, não querer saber é realmente não querer saber. Nem ao menos um pouquinho. O seu alvo de mercado não se intimidou até mesmo com os anões na Alemanha. Os fãs que compram as suas músicas não querem saber o que a Vogue pensa. A vergonha dos pais é apenas mais um ingrediente na sua mistura.

“Eu quero ser memorável“, ela diz. “Isso também é o que meus fãs querem. Todos estão a falar de mim, esperando para ver o que vou fazer a seguir. E sim, eu gosto das coisas serem brilhantes e coloridas, mas quando eu fiz ‘Wrecking Ball’, eu queria escuro e cinza. Eu quero deixar as pessoas a questionar-se o que vou fazer.”

O seu choro de angústia em ‘Wrecking Ball’ não teve nenhum tipo de relação com alguma tragédia; a própria admitiu que ela nunca teve o seu coração partido. Os seus pais, Billy Ray e Tish, casaram-se em 1993, têm um relacionamento instável, mas estão juntos agora. Mas o noivado turbulento de Miley com o ator australiano Liam Hemsworth, que viviam juntos em Los Angeles, está totalmente acabado. Ela claramente não deixou isso afetar a sua feroz ética de trabalho e ela não quer falar sobre isso. Ela prefere muito mais falar sobre os seus quatro cachorros: na verdade, a morte de um deles, Lila, foi o que fez Miley chorar durante as suas cenas em ‘Wrecking Ball’, foi o que ela manteve em mente. “Eu amo os meus cachorros mais do que eu amo pessoas”, ela diz. “Eu mantenho a imagem de Lila na minha cabeça e as lágrimas simplesmente caem.”

O single vem do seu novo álbum, “Bangerz”, sobre o qual ela fala com o desarmamento, sobre a intensidade. “Eu quero que as pessoas pensem no meu álbum como um filme. Têm que se apaixonar pelo personagem que está a narrar e então, quando as coisas ficarem mal e ela cantar sobre a dor e tristeza, como em ‘Wrecking Ball’, vais estar ligado a ela, lutar por ela e ficar à espera que ela triunfe – claro que mantendo tudo isto divertido e movimentado, depois de ouvir as tristezas vem um riso.”

‘Wrecking Ball’ é uma canção bem trabalhada e drástica que veio depois do animado “We Can’t Stop”. Há críticas que o vídeo foi lindamente filmado – mas uma sensação, também que o nudismo de Miley enfraquece a música. Isto é uma vergonha porque Miley é amavél, engraçada e irradia uma incrível confiança.

Então novamente os adultos como eu, aqueles que pensam que quem faz twerk não está a trabalhar, podem pensar a que sua postura é derivada, mas – e isto vai fazer-te sentir velho – há uma nova geração agora que nunca achou chocante Madonna com o seu “Like A Virgin” ou usa as blusas como as de Frankie Say Relax ou cujas retinas não estavam permanentemente cauterizadas com o ano de 1990, como Sinéad O’Connor a chorar enquanto cantava “Nothing Compares 2 U”.

Para eles, Miley está lá fora, nervosa e verdadeiramente inovadora enquanto ela dá metafórica e literalmente a língua para os adultos. O que me traz, com relutância, à língua. Voltando aos dias quando ela ainda usava botas de cowboy, que nem sequer sabiam que ela tinha uma língua. Agora é tudo sobre moda, relaxar sobre o queixo e lamber coisas inapropriadas – notavelmente uma marreta no seu último vídeo. Eu estou a supor que a língua da Miley provavelmente tem vida, e recebe uma taxa de dez por centro por aparecer. É tudo um pouco “ew”, não é? Não é exatamente coisas de um modelo.

“Para mim, modelos são pessoas que são boas pessoas“, diz Miley sinceramente. “Eu ponho a minha língua para fora porque as fotos normais são tão chatas. Mas mesmo se eu puser a minha língua para fora, não muda a qualidade do ser humano por dentro. Eu prefiro ser honesta e aberta, ser uma boa pessoa não é ficar sentado com as pernas cruzadas. Eu só estou a ser quem eu sou, que é o melhor exemplo que posso ser.”

Miley é uma criatura da era do Twitter, onde todos os tweets são bons, porque se ninguém fala de ti em 140 caracteres ou menos (independentemente do conteúdo), podes estar morto. Ou ainda no Bebo. Ela revelou o seu fim de relacionamento para o mundo, ao deixar de seguir Hemsworth no Twitter. Ela não bebe como os famosos, e ela falou no passado sobre como ela acha que a erva é menos perigosa do que o álcool, mas hoje ela é um pouco mais evasiva. “Louca? Não. Nunca. Não eu.” O seu sorriso diz muito e seria revelador sugerir que ela adapta a sua comissão de frente para atender o seu público.

E aqui está a coisa: enquanto não há nenhuma dúvida de que Miley gosta de estar nua e a exibir a sua juventude e o seu corpo flexível (medos sobre o seu peso “perigosamente magro”, com um físico atlético), a sua insistência de que ela quer apenas viver momento a momento. Esta é uma jovem astuta, afinal, da qual foi moldada e moldada por grandes gerentes –contudo, voluntariamente – desde meados da sua adolescência.

A noção de que ela é um espírito livre, desmente o seu cérebro de um negócio inquestionável. Além disso, ela é de uma familia de showbiz que conhece a fama – e fortuna. Cada cantor tem não apenas uma melodia cativante e uma mudança fundamental irresistível, mas também um único ponto de venda. Se a Katy Perry é a princesa do chicelete, Lady Gaga a rainha do drama Dalí, é surpreendente que qualquer artista jovem do sexo feminino sentiria a necessidade – pessoalmente e comercialmente – para diferenciar-se. E gostando ou odiando, o programa que Miley fez deu-lhe um alcance mundial.

“Eu sou uma artista”, diz ela. “Qual seria o ponto, se eu fosse igual a qualquer outra cantora lá fora? Ser jovem, é importante para mim para aprender e crescer e não ficar numa caixa.” Wrecing Ball quebrou todos os recordes anteriores, quando recebeu 19,3 milhões de visualizações com o vídeo da música no site VEVO nas primeiras 24 horas após o lançamento. Mas ela quer mais. “Eu estou sempre a pensar sobre o que vou fazer a seguir. Eu quebrei o recorde e agora eu quero quebrá-lo num tempo duas vezes mais rápido.”

A mente encanta a respeito do que ela vai fazer na próxima vez. De qualquer maneira, este é sem dúvida, o momento de Miley.

EXTRA MILEY:

  1. A ler o Fifty Shades Freed (o terceiro livro da série 50 tons); Estou mais ansiosa com o psicopata do que qualquer outra coisa, mas tudo isto é ótimo. Eu também leio um monte de livros estranhos de Yoga.
  2. A ouvir Big Sean. Eu ouço mais música do que vejo TV, porque imagens em movimento ficam no meu cérebro e dão-me pesadelos.
  3. Ícones de moda: Kate Moss e Grace Jones.
  4. Prazer culpado: Fritos. O que posso dizer? Eu sou do sul.
  5. Tenho que ter sempre uma bolsa Chanel e sapatos de Saint Laurent.
  6. Estou a poupar porque acabei de comprar um belo Maserati (carro) com as minhas poupanças.

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