+ Críticas de “Bangerz”
Posted on: 02 Outubro, 2013 by aiav Filed Under: Artigos, CDs Comentários: Nenhum comentário

Os sites EW e Billboard publicaram as suas críticas sobre o novo álbum de Miley, Bangerz.

Billboard

Deixem de lado, nem que seja por um instante, as roupas ousadas, a frequente língua de fora e tudo que seja ‘twerk’. Num puro e artístico nível, Miley Cyrus está a viver o sonho que todos os cantores/escritores que se sentiram rotulados por alguma apresentação ou tendência que lançou no passado. Nos últimos 6 meses, Cyrus acabou com a ‘’Hannah Montana’’ e reiventou-se como amante de rap, fala através de asneiras, como ela prometeu que faria; ela rejeitou o seu último álbum, Can’t Be Tamed, de 2010, como uma coisa irrelevante de outra vida, e foi capaz de expôr uma visão totalmente nova da sua música e da sua loucura. E ela conseguiu mais do que ela poderia ter imaginado, sem sair dos seus próprios instintos. A maioria dos artistas musicais mataria para ter este tipo de liberdade e ser notado mundialmente por isso. Os críticos têm se expressado de extremamente diferentes maneiras sobre as musicas de Cyrus, mas numa época onde Britney Spears, Lady Gaga, Katy Perry e Justin Timberlake estão a lançar álbuns, ‘’Bangerz’’ é o álbum mais esperado, porque Cyrus é a artista de quem toda a gente está a falar.

‘’Bangerz’’, o quarto álbum de estúdio de Cyrus e a sua estreia na RCA Records, é, para o bem ou mal, o som de uma cantora a seguir os passos de dois enormes singles que fizeram muito sucesso. Por outras palavras, o álbum mostra Cyrus a trabalhar com quem ela quis, a cantar sobre o que ela quis, como se ela fosse uma criança numa loja de jogos com os bolsos cheios de moedas. Às vezes, a visão das pessoas de 20 anos precisam de ser ajustadas, como na colaboração com French Montana “FU” e em “Someone Else”, o que deixa o álbum com o toque de música dramática de separação por quase 5 minutos. Mas, mais frequente, as atitudes ousadas de Cyrus levaram-na a inventar: “4×4”, um country acelerado com Nelly, soa terrível na tese mas é executado de forma eficiente; “Do My Thang” poderia ser uma declaração bizarra de independência mas convida o ouvinte a entrar no mundo de Cyrus. “We Can’t Stop” ainda é um hit, mas “Wrecking Ball” é que mostra por onde a carreira de Miley deve seguir, uma vez que a vocalista lida habilmente com uma balada um bocado lenta.

Poderia Miley criar uma nova tendência no mundo da música? Provavelmente sim. “Todas as vezes que faço alguma coisa, eu quero lembrar: ‘Isto é o que me diferencia de todos os outros‘”, diz Cyrus no documentário “Miley Cyrus: The Movement”. “Bangerz” não é nem o melhor nem o pior álbum pop lançado este ano, mas é indiscutivelmente o mais individual. Não importa o “z” no final do título do álbum, porque uma coisa é certa, “Bangerz” não te vai fazer dormir.

1. Adore you – “eu só comecei a viver”, Cyrus canta sobre o som de uma bateria e sussurros. “Bangerz” começa com uma música que é emocionalmente madura, mas não mal-intencionada – ao contrário de mostrar a língua para os ouvintes, a cantora revela que a sua paixão pode estar presente em vulneráveis declarações de amor.

2. We Can’t Stop – Já 0uviram isto, certo? “We Can’t Stop” permanece como uma das mais melhores músicas pop de 2013, com exelente letra, produzida por Mike Will Made It e, sem dúvida, a melhor introdução de qualquer verão louco.

3. SMS (Bangerz) feat. Britney Spears – Miley tem descrito Britney Spears como um ídolo. (linha de amostra: “Eles perguntam-me como faço para manter um homem? / Eu mantenho a bateria”) enquanto chama Spears para o segundo verso. “SMS (Bangerz) é, reconhecidamente, desleixado e cheio de truques… mas isso não vai impedir que as pessoas procurem o dueto de Britney/Miley, nem que seja só pra matar a curiosidade.”

4. 4×4 feat. Nelly – Nelly não recusa trabalhar com estrelas de Nashville, e como Miley Cyrus é de onde vem artistas country, saiu-se bem em 4×4, uma batida rítimica sobre uma “rapariga rebelde”. O arranjo extremamente simples cresce com o tempo; elogios a Cyrus, Nelly e o co-escritor Pharrell Williams por descobrir este excêntrico conceito.

5. My Darlin’ – Para aqueles que se estão a perguntar o porquê de Ben E. King estar listado como co-autor em My Darlin’, terão a sua resposta assim que Future e Cyrus iniciarem “Stand By Me” com o ritmo de Mike WiLL.

6. Wrecking Ball – O poder e o propósito de Wrecking Ball, primeiro single nº 1 no Hot100, é ampliado após várias boas-mas-não-grandes canções de amor em Bangerz. Apesar de Adore You e My Darlin mostrarem uma jovem cantora a tentar reunir o seu novo estilo com canções românticas, Wrecking Ball é uma canção de separação, com a qual ela sabe imediatamente lidar.

7. Love Money Party – Cyrus coloca os pés no chão e implora Mike WiLL Made It para usar, na música, batidas que se assemelhem ao manifesto do fumo. Ao contrário do single de Mike WiLL, “23?, onde Miley tentou desajeitadamente acompanhar as rimas, a cantora parece estar mais à vontade ao lado de Big Sean nessa música incrível.

8. Get it Right - Em 2012, muito antes de “Blurred Lines”/”Get Lucky”, Pharrell Williams destacou duas músicas de alto perfil, “Looking 4 Myself” (“Twisted”) de Usher e “Trepassing” de Adam Lambert. O produtor faz exatamente a mesma coisa em Bangerz, com “Get It Right”. Cyrus parece estar completamente apaixonada com a vibe da música, como ela deveria estar.

9. Drive – A energia de Mike WiLL Made It, choca com Miley a falar sobre traição com resultados diferentes. Enquanto Cyrus apresenta outra performance convincente, mantém o mesmo impacto que teve em “Wrecking Ball”.

10. FU - Uau, quando é que Miley Cyrus se transformou em Lady Gaga? O piano exagerado é bem diferente em Bangerz com letras (“Then I accidentally saw a few things in your cell/I even LOL’d, man I should’ve known”), que faz a parte de French Montana ser tão inexplicável quanto a música em si.

11. Do My Thang – Limpem os vossos paladares da surpresa de “FU” com o hino oficial de “Bangerz”, musicalmente e liricamente. “Do My Thang” encontra Cyrus a fazer exatamente isso, a lançar linhas que crescem mais absurdamente a cada segundo que os sintetizadores e percussão combinam. É preciso coragem para apresentar palavras como “Acham que eu sou estranha, cabra?! Isto tudo é louco, como a porra de um orangotango, cabra!“ com uma cara séria, mas Cyrus mostrou-se mais destemida do que nunca neste álbum.

12. Maybe You’re Right – bateria suave guiada por um coro distante de “whoa-oh-oh”, Cyrus narra o seu romance como capítulos de um livro que ela conhece muito bem. Com toque de influência gospel, “Maybe You’re Right” pode ser interpretada como uma visão autobiográfica dentro da dinâmica de Cyrus com o seu ex-noivo, depois de admitir “Pensas que eu estou louca… Talvez estejas certo” a cantora dá passos à frente e diz: “Este capítulo está acabado”.

13. Someone Else – é justamente a última declaração de Cyrus (na versão padrão do álbum, pelo menos) da sua nova imagem e a sua “bagagem”, vem com uma batida de hip-hop transbordando um cintilante pop, produzida por Mike WiLL Made It. “Someone Else” não soa completamente ressonante, especialmente pelo seu tempo de execução, mas é fascinante de ouvir, assim como “Bangerz” na sua totalidade.

EW

Já se questionaram o que a mulher sorridente no vídeo de Robin Thicke “Blurred Lines” estava a pensar? Miley Cyrus provavelmente solucionou este enigma com #GETITRIGHT – criada pelo mesmo produtor de Blurred Lines, Pharrell Williams. Através do som da guitarra que faz lembrar “Get Lucky”, de Daft Punk (também produzida por Pharrell), a jovem de 20 anos descreve a sua nudez sendo uma amante solitária: “Acreditarias que eu estou a dançar em frente ao espelho?/Eu sinto como se eu estivesse sem roupa/Eu queria poder sentir-te agora/Despacha-te, desliga esse raio de telefone!”

A música é tão imodesta quanto esperariam de uma jovem que recentemente criou a mania nas pessoas de se pendurarem em pêndulos por aí. Isso também estabelece quem dá as ordens em Mileyland – e quem reivindica os despojos: “Eu tenho coisas que quero fazer”, ela declara. Bangerz é produzido por Mike WiLL Made It, é o quarto álbum de estúdio da ex-estrela da Disney, mas o primeiro que ela escolhe o destino e os dois primeiros singles conseguiram o nº 1 lugar nas tabelas – um percursor na música. É também totalmente diferente, novo, um pop misturado com hip-hop e a prova de que Miley não se contenta só a chocar-nos.

De facto, ela queria que nós conhecêssemos o seu coração. Um casal como “Nós fomos feitos para estar juntos no sagrado matrimónio” pode afundar a música mais difícil, mas ela friamente traz essa frase em “Adore You” uma linda balada que ostenta a faceta versátil da sua voz: a garganta de uma verdadeira diva. A palavra M aparece em todo o Bangerz, mas notável em “Drive“, uma triste canção que Miley começou a escrever no dia dos namorados, depois da sua primeira fase má com o seu ex-noivo Liam Hemsworth. Mas ela passa por isso rapidamente: a próxima música é “FU”, que traz um estilo que lembra Adele e uma colaboração de French Montana que traz um dubstep. Logo após vem “Do My Thang“, uma música dançante que Miley faz um rap a dar uma indireta para as pessoas “ficarem nas suas”.

Sim, Miley canta rap. E se não gostam da Ke$ha a fazer isso, então provavelmente também não vão gostar de Cyrus. O seu confiante feat. com Britney Spears também tem algumas rimas em “SMS (Bangerz)“: “Eles perguntam-me como eu mantenho um homem/Eu mantenho uma bateria“. Mas está tudo na caixa de ferramenta de Cyrus, de uma mutação do honky-tonk (a música “4×4” feat. Nelly, produzida por Pharrell) para desavergonhada e festeira (”Love Money Party”, com Big Sean, que faz uma homenagem às festas). Ela não é única opção para ‘My Darlin’, um dueto viajante com o artista do Auto-Tune Future. E quando ela se entrega como isca ao EDM, ela mostra as suas habilidades e coloca em destaque como os seus colegas DJ’s são tão mansos quantos as suas raparigas.

Miley não usa os seus convidados como uma decoração – ela precisa deles para trazer o seu pedigree pop para fora. Onde quer que as suas paixões tenham pousado no passado, ela está obviamente apaixonada pelo hip-hop e pelos sons exóticos e novos. Bangerz pode muito bem estar a abrir-se e ser algo selvagem, mas também agita para o futuro. Quando ela canta “Estive a perguntar-me sobre onde estiveste a minha vida toda” em “Adore You” ela pode muito bem estar a direcionar para ela reiventada.

Melhores músicas: SMS (Bangerz), My Darlin’

Nota: A-






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