+ New York Post fala sobre Miley
Posted on: 30 Setembro, 2013 by aiav Filed Under: Artigos, Projectos, Televisão Comentários: Nenhum comentário

Isto pode parecer como um choque, mas até só a partir de um quarto do seu novo documentário da MTV a Miley Cyrus põe a língua de fora. E twerk? Raramente se ouve uma menção.

Alguém na MTV merece um aumento por prever o ouro na reinvenção de Miley Cyrus, a estrela adolescente de “Hannah Montana” que chocou o mundo no mês passado com um dedo de espuma, ursos de peluche e uma porção de sexo numa rapidamente famosa atuação nos VMAs.

Para o seu surpreendemente documentário de uma hora, “Miley: The Movement” – que estreia na quarta-feira às 22h – a MTV seguiu Cyrus por quatro meses, desde o início de Miley 2.0 no verão com o seu single urbano “We Can’t Stop” até ao seu vídeo de nudez menos as botas para a sua música que está no topo das tabelas “Wrecking Ball.”

O “movement” (movimento) é que Miley chama à sua transformação de artista da Disney para uma rapariga de 20 anos que faz aquilo que quer.

“As pessoas querem sempre chamar-lhe transição… Não é uma transição,” ela diz no documentário. “É um movimento. É um crescimento. É uma mudança.”

Auto-engrandecimento de lado, não há discussão de que esta é uma Cyrus que não vimos antes. Por debaixo da apropriação da cultura negra há uma jovem adulta trabalhadora que, francamente, sabe o que está a fazer.

“Podem ver a atuação e achar que é uma confusão sexy,” ela diz dos VMAs, dias depois. “Mas é uma confusão sexy estratégica.”

Numa cena, o robot conhecido como Britney Spears aparece para uma (talvez por uma obrigatoriedade do contrato) sessão de gravação com Cyrus para uma parceria no novo álbum de Miley (as duas agora partilham o agente, Larry Rudolph).

Depois de falar-cantar as letras tipo “Cat walk, slick talk” para o microfone, “Robotney” diz um constrangedor, “Obrigada por me teres na tua música.”

“Quando o vídeo de ‘Slave 4 U’ saiu, o meu pai ficou, ‘A minha filha de 8 anos vai ser uma stripper!'” Cyrus entusiasticamente disse a Spears, que comicamente não parece pré-programada para alguma resposta humana.

Com isso na mente, tudo que Cyrus está a fazer parece ser menos irritante. Podemos culpá-la por ela querer fazer o seu nome por si própria? Momentos como aspirar o seu jato privado (“Temos que nos manter humildes!” e propositadamente ser dramática (“O meu pescoço, não consigo mexê-lo, e agora parece que estou a perder a minha visão”) mostram uma rapariga com um sentido de humor refrescante num, várias vezes, sério mundo da música pop.

“Se eu quisesse fazer um show de sexo, eu não iria estar vestida como um urso!” ela exclama. Ponto justo.

Há uma grande omissão no “The Movement,” – nenhuma menção de Liam Hemsworth, o borracho de “Jogos da Fome” com quem Cyrus estava noiva durante maior parte do tempo do documentário (eles agora já acabaram).

Também quem não se viu foi o seu pai, Billy Ray Cyrus, que tem uma história de desaprovação das excentricidades da sua filha. MTV não comentou as exclusões, mas Miley foi uma “parceira” na produção do filme.

Em outras palavras, estamos a ver exatamente o que ela quer que nós vejamos. Isto é, após tudo, uma publicidade para o seu álbum, “Bangerz,” que é lançado na próxima semana.

Por outras palavras: caímos nisto outra vez.

Fonte | Tradução: MileyForeverFans






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