+ Entrevista de Miley para a revista Attitude
Posted on: 14 Setembro, 2013 by aiav Filed Under: Entrevistas, Fotos, Outros, Scans Comentários: Nenhum comentário

 

Miley cedeu uma entrevista à revista Attitude, uma revista dedicada ao público gay, durante a sua passagem por Londres.

Confere as scans da revista mais a entrevista traduzida abaixo:

 

 

Tens apenas 20 anos mas já tens fãs gays completamente obcecados contigo. Porque é que achas que é assim?
Porque eu sou obcecada com os meus fãs gays! Sabes, eu não acho que as pessoas se apercebem o quão fieis os fãs gays são: eles são as pessoas que realmente se preocupam com o que estás a vestir e onde vais sair e o que fazes no dia-a-dia. Olha para as carreiras das lendas femininas como a Cher, Diana Ross, Tina Turner, Madonna… Foi isso que as deu força para andar.

E a tua madrinha, claro.
Yeah! Eu quero dizer, quase todas as pessoas na audiência dela são gay e quase toda a gente que trabalha com ela é gay. É a lealdade e eu estou a começar a sentir isso. Literalmente, se conduzires até à baixa de LA em West Hollywood, vais ouvir “We Can’t Stop” a tocar em todos as discotecas tipo, 24 horas por dia, 7 dias por semana. É incrível.

Eu acho que os teus fãs gays vão realmente relacionar com “Wrecking Ball”, a maior música do álbum “eu fodi o meu relacionamento”.
Obrigada! “Wrecking Ball” é o oposto de “We Can’t Stop”. “We Can’t Stop” é tipo “Party In The USA”: faz-te sentir bem, é um hino do verão e não é para ser emocional. Mas “Wrecking Ball” tem tanta emoção, faz-me lembrar de uma música da Adela. É tipo, está aqui uma pessoa que está mesmo a sofrer e a pôr o sofrimento na música.

Embora que não se sinta deprimida ou chorosa.
Yeah, mesmo que as letras sejam deprimentes, não nos sentimos dessa maneira ao ouvi-la porque não é lenta; é uma grande, poderosa balada. Eu acho que podia ser remixada para discotecas e ainda iria soar ótima – como eles fizeram com a música da Adele, “Rumour Has It”.

Vais às discotecas muitas vezes?
Yeah! Claro que sim! Na América não é suposto beberes, mas… qualquer coisa.

Não ficas incomodada?
Assim que estou dentro da discoteca, estou bem: é na parte de fora do clube que as pessoas são irritantes. Mas eu vou sempre pelas traseiras e assim não tenho que lidar com isso tudo.

A que tipo de clubes vais?
Eu adoro os bares gays e LA é o melhor sítio para isso. Existe uma rua só para bares gay em West Hollywood, tipo todos os lugares.

Conheces o bar festeiro em LA chamado Micky’s?
Sim, eu adoro o Micky’s! E há agora um novo lugar mesmo porco que tu podias ir da próxima vez que fores a LA. Há uns buracos na  parede e eles põem as suas partes neles. É muito engraçado de ir a esse bar.

Como se chama?
Oh, não me lembro! É, literalmente, chamado de uma maneira engraçada. Chama-se… Vou ter que perfuntar ao meu maquilhador depois da entrevista. Acredita em mim, ele sabe! Eu adoro porque as pessoas vão lá para se divertir. Eles só querem dançar uns com os outros – é mais para dançar do que tirar fotografias. Também, eu adoro poder estar numa rua e tipo saltar de festa em festa em vez de ter que conduzir toda a noite.

Esse é o lado mau de viver em LA?
LA não tem nada a ver com Nova Iorque ou Londres onde podes ficar numa área toda a noite. Tens sempre que conduzir. West Hollywood é o único sítio onde podes saltar de bar em bar. É como uma comunidade: eles têm a sua própria polícia e leis. Eu acho que podes fumar erva nas ruas de WeHo, o que não podes fazer no resto de LA. Eles não querem saber, é maravilhoso! É o lugar mais feliz da terra – toda a gente é gay e pedrado!

Eu uma vez vi um cão a beber um latte em WeHo.
Não pode! Uma vez – isto vai parecer uma piada – eu vi um sem-abrigo a usar um iPad. Eu fiquei tipo, “Isto é West Hollywood: tens que tweetar na mesma.”

Obviamente tenho que te perguntar sobre o vídeo de “We Can’t Stop”. É assim que uma festa da Miley é?
Sim, eu queria que ficasse verdadeiro, porque agora nesta indústria parece tudo falso. Não há nenhuma rapariga que apoia o ser real, e, não falso. Metado do tempo eu nem notava que estava a fazer caras estúpidas, mas eu não queria que o vídeo fosse cheio de beleza. Obviamente é exagerado e tem um elemento de fantasia, mas para mim parece real. Eu vivo em LA com um monte de malucos e é assim que se festeja. Tipo, a galdéria gigante na cozinha que mede 2 metros, é uma amiga minha chamada Amazon Ashley que trabalha numa discoteca louca onde vamos.

Houve alguma pressão da tua gravadora para não exagerar?
Houve, mas eu só disse: “Olhem, se for um fiasco, podem nunca mais confiar em mim, mas eu prometo que não vai falhar. Eu sei o que estou a fazer.”

Sabias que as pessoas iriam perceber?
Eu sabia que os jovens iriam. Eu sou jovem, eu sei o que é fixe e eu sei o que as pessoas querem ver agora. A indústria está a mudar. Eu acho que é por isto que a Britney é lendária. Ela é uma das últimas estrelas que se agarrou ao que o pop era: coreografado e perfeito. Britney quase que não era uma pessoa real nos vídeos. As pessoas querem agora um bocado de mais realidade por causa de coisas como o Twitter. As pessoas querem-se sentir ligadas a ti um bocado mais.

Falando do twitter, há alguma coisa que guardas para ti? Tens 13 milhões de seguidores agora.
Eu não quero responder a coisas que são muito pessoais. Para mim, o Twitter é sobre ligar-me aos fãs e deixá-los entrar um bocado na minha vida pessoal, mas falar sobre o que eu quero. Eu acho que temos que guardar alguma coisa para as pessoas nos acharem interessantes. Se este trabalho fosse só tweetar e cantar, toda a gente podia ser famosa.

Nestes últimos anos, tens usado o teu perfil para falar publicamente em apoiar a igualdade dos casamentos. O que te fez apoiar?
Porque para mim, é louco isto só acontecer agora. Estamos em 2013, pessoal! Eu vivo numa cidade onde parece que toda a gente é gay, por isso parece-me uma coisa de um mundo antigo onde há ainda sítios onde as pessoas gay não se podem casar. Eu espero que quando tiver filhos e eles cresçam vai ser como a minha avó a falar sobre as pessoas serem separadas pela cor. Espero que os meus filhos fiquem, “O que queres dizer quando as pessoas não podiam casar?” Porque, por essa altura, vai parecer uma coisa estrangeira, estranha.

Ainda há muito para percorrer.
Eu sei, mas as pessoas ainda dizem coisas tão fodidas. Eu ainda não compro roupas no Urban Outfitters porque o presidente deu muito dinheiro ao Rick Santorum, que disse que se os gays se casarem, mais vale deixar os peixinhos casarem-se. Eu acho que é o comentário mais ignorante de sempre. Para mim, se tiveres que saber alguma coisa, tens que pesquisar a 120%. E se isso quer dizer não comprar nas tuas lojas favoritas, então que seja.

Achas que o Tennessee, de onde vens, está perto de reconhecer a igualdade do casamento?

Eu acho que vai acontecer mais depressa do que noutros lugares no sul. Eu sei que em Nashville, na baixa, vai-se tornar num WeHo. Sabes, há muitas pessoas gay em Nashville a tratar do cabelo – o maior, o melhor! Tens que aceitar o desafio; não tens que gostar, tens que aceitar.

Tens sido chamada lésbica por causa do teu cabelo.
Eu fico tipo, “É suposto ser uma coisa má?” Não me magoa os sentimentos porque não acho que seja mau. É um estereótipo.

Os comentários maus ainda te incomodam?
Já não me podem afetar neste ponto. Eu já tive todas as más críticas. Não há muito por onde possam magoar os meus sentimentos.

E sobre a controvérsia de ‘dancing with Molly’: Afetou-te?
Eu sabia que ia acontecer! É como a Dolly Parton diz: “quanto mais as pessoas falarem sobre o teu recorde, melhor.”

Pedes conselhos à Dolly?
Claro que sim. Eu lembro-me de uma vez que estava a trabalhar com ela num programa de TV quando lhe perguntaram para abotoar a sua camisa. Ela disse, “Vocês sabiam que as minhas mamas são tão grandes como a vossa casa quando me contrataram. Porque é que trariam Dolly Parton aqui se queriam que ela abotoasse a camisa?”

Ela viu o vídeo de “We Can’t Stop”?
Não sei… Eu deixo isso de lado da minha família mais velha. Eu acho que ela iria adorar os ursos, ela provavelmente iria querer um.

Já lhe disseste o que twerk é?
Não, não disse. Não a quero no hip-hop!

 

Fonte | Tradução: MileyForeverFans






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