+ The Washington Post fala sobre Miley
Posted on: 28 Agosto, 2013 by aiav Filed Under: Actuações, Artigos, Outros Comentários: Nenhum comentário

Miley Cyrus é o pior pesadelo da América. Na noite de domingo, com a sua performance nos MTV Video Music Awards, ela provou que muitas pessoas na América ainda estão preocupados com a condescendência racial no contexto do entretenimento.

A sua performance de “We Can’t Stop”, uma contagiante música pop, que passou para um dueto de “Blurred Lines” de Robin Thicke, é certamente o momento mais falado da cerimónia, mas por más razões.

A sua atuação ousada, que teve Miley e outras dançarinas a fazer twerk no palco, atraiu críticas. Mika Brzezinski da MSNBC foi até ao limite dizendo que Cyrus “é obviamente muito perturbada, claramente tem problemas de confiança, provavelmente tem distúrbios alimentares,” no Morning Joe na segunda-feira. Mas o que é exatamente tão mau sobre Miley Cyrus?

Parece que ainda não conseguimos aguentar o facto de que uma jovem adulta pode atuar, como quiser, sem ter uma onda de insultos. Enquanto Cyrus é condenada por se esfregar em Thicke, poucas críticas são dirigidas ao papel de Thicke nesta performance. O pior destes comentários é que Miley só pode estar doente pela sua preferência de danças.

Adicionando a isto é o facto de que as pessoas sentem que ela se está a apropriar da cultura negra sem licença e aqui temos um caldeirão de ignorância e discriminação que ainda em 2013 é altamente compreensível, se não for, sensível. Não é.

Quando a, branca, ex-estrela infantil de 20 anos e filha de um cantor country vai para o palco e faz algo que que as chamadas classes dominantes acham que é inapropriado, cria uma tempestade. Quando muitas jovens adultas se expressam da mesma maneira num concerto EDM de Diplo, ninguém pestaneja.

Ao dizer que Cyrus está a criar um ato ministrel ao incluir dançarinas negras na sua atuação, estão a dizer que existe algo mau nessa atuação. Como se fosse completamente impossível que ela simplesmente gosta dos talentos dos outros com quem ela trabalha. Resumindo, é completamente racistas dizer que existe algo de mal com mais alguém exceto mulheres negras a fazer twerk.

Por isso, em 2013 na América, enquanto celebramos um jovem de Seattle por ter coragem de fazer uma música a explorar as suas opiniões sobre a sexualidade em criança, e eventualmente chegar à conclusão de que o ódio é estúpido, Miley não tem esse luxo. Embora tudo o que ela está a fazer é o que estamos a celebrar para o resto das pessoas: ser ela própria.

 

Fonte | Tradução: MileyForeverans






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